Um espaço de leitura e formação para psicólogos que levam a sério o desenvolvimento clínico. Raciocínio, formulação, aliança, comunicação — o que toda abordagem pressupõe mas raramente ensina de forma organizada.
Leituras sobre o ofício. Casos comentados, reflexões sobre competência e o que não cabe numa aula gravada.
Não é sobre improvisar nem sobre fingir que sabe. É sobre ter um repertório de movimento clínico para os momentos de trava — e entender por que eles acontecem com mais frequência do que gostaríamos de admitir.
Há uma diferença real entre relação terapêutica e relação confortável. Como reconhecer quando o acolhimento está impedindo o avanço — e o que fazer sem romper o que foi construído.
O que acontece quando o terapeuta se torna o instrumento — e como trabalhar com isso, não contra.
Quando a técnica certa não funciona, o problema costuma estar na formulação — não no paciente. O caso de Ernesto e o que quatro sessões sem resultado estavam tentando dizer.
Diagnóstico descreve. Formulação explica. A diferença entre saber o que o paciente tem e entender como ele funciona.
Experiência sem prática deliberada, feedback e reflexão não se acumula — se repete. O caso de Sônia e o que clientes que ficam anos podem estar escondendo.
Quando o terapeuta propõe e o cliente concorda, houve concordância — não colaboração. A diferença entre as duas determina o que acontece entre uma sessão e outra.
A tarefa não feita raramente é problema de disciplina. Quase sempre é problema de calibração — e o que o cliente não conseguiu fazer diz mais do que aquilo que fez.
Burnout não é só um problema do terapeuta. É um problema do cliente. O que acontece dentro da sessão quando o instrumento principal da terapia está embotado — e por que cuidar de si é dever profissional.
O terapeuta que universaliza o sofrimento não está sendo cruel — está sendo humano. O problema é que Raimundo não cabia na teoria. E a teoria nunca avisou.
Ferramentas interativas para observar perguntas, escolhas e movimentos possíveis dentro da conversa terapêutica.
Um jogo de perguntas terapêuticas para perceber estilo, conteúdo e movimento — e escapar de respostas automáticas.
Compare o que diferentes perguntas fazem com a mesma cena e com as possibilidades de resposta.
Uma publicação pode nascer de uma pergunta da prática, acompanhar um percurso formativo ou circular de modo independente. Os links abaixo aproximam o leitor das duas modalidades de supervisão do Ofício Clínico.
Formação organizada em competências clínicas transversais às abordagens.
Leitura, formulação e decisão construídas ao longo do acompanhamento da prática.